Devoção – Cento e Vinte e Quatro anos de República

Cento e Vinte e Quatro anos de República

O Brasil completou cento e vinte e quatro anos de República, como cita o título acima. A palavra república é proveniente do latim: “res”, coisa, e “publica”, pública, coisa pública. Trata-se das coisas que pertencem ao povo, que não são propriedade particular. Governo estruturado com o objetivo de atender os anseios da nação, o povo é soberano e o Estado é conduzido por representantes com funções e poderes distintos. Tal estrutural visa um único objetivo: o bem comum. Observando o ciclo histórico, o regime democrático foi apontado como o caminho excelso para o caminhar da nação, claro, com alguns tropeços ditatoriais. Mas o Brasil vive em uma democracia que caminha com passos de aperfeiçoamento. O caminho é longo, as evidências cotidianas apontam para aclives e declives sinuosos.

Democracia, do grego “demos”, “krátos”, povo, autoridade, força e poder. É o poder do povo, para o povo e com o povo; para os autoritários, democracia pode soar como algo estridente, irritante aos tímpanos. Para eles, dar vez e voz para a multidão é algo muito complicado, estar submetido à vontade da maioria é antagônico para os seus pensamentos e desejos. Mas a saudável democracia está ancorada na liberdade do cidadão, na consciência e na participação. É estar a par da realidade, desmascarando as variadas lacunas sociais. É ir contra as tantas demagogias: “demos”, grego, povo; “agogos”, que conduz, que guia. Discursos falsos com o intuito de conduzir as pessoas, iludir corações inocentes. Democracia e República, tais palavras estão próximas, pois é o bem do povo, governo do e para o povo. Mas a mudança só acontece a partir das reações do próprio povo, pessoas conscientes do seu exercício pleno como cidadãos de uma República democrática.

Cristo também desejou uma mudança plena na sociedade da sua época. Ele se solidarizou com os excluídos, cuidou dos enfermos, acudiu os mais fracos, Jesus veio ao mundo para trazer a especial mensagem do Altíssimo. Ele apontou para as corrupções da sua época, mostrou o coração pecaminoso do ser humano corrompido. Mas Cristo apresentou o caminho da redenção: o arrependimento e o amor infinito do Pai. Jesus desejou um povo consciente acerca do plano salvífico do Senhor, participativo e livre para servir a Deus. Enquanto que os homens buscam sistemas governamentais eficientes, Cristo almejou por corações governados pela santa e amada ordenança do Senhor.

 Autor: Estudante Artur Charczuk, 2′ ano teológico, Seminário Concórdia.

NOTAS DO AZUL & BRANCO – 2013

Image00001

NOTAS DO AZUL & BRANCO – 2013

Cordão AZUL, Parabéns! Campeão 2013!

[Professor Raul Blum – Conselheiro/ DAMAL]
“Prezada família concordiana: Quero agradecer a todos que se empenharam para que tivéssemos mais um Azul & Branco. Este mais uma vez fez com que pudéssemos testar nossos limites e nossas capacidades esportivas e culturais. Foi uma boa oportunidade para também aprendermos a ganhar e, especialmente, a perder. No trabalho com os jovens das nossas congregações nos deparamos com olimpíadas culturais e esportivas. Um momento desses no Seminário é de aprendizado para lidar com as pessoas”.

[DAMAL – Gestão 2013]
Parabenizamos a todos por mais um Azul & Branco. Parabéns aos dois cordões pela luta e pela torcida. Agradecemos a todos os que nos auxiliaram a realizar este evento.

O placar geral final de 2013 foi: Azul= 443 pontos; Branco=354 pontos.

 

Devoção – A parábola do filho pródigo

A parábola do filho pródigo

Conforme o Evangelho do apóstolo Lucas: “Jesus assim contou: – Um homem tinha dois filhos. O mais jovem decidiu pedir ao pai a parte que lhe cabia na herança. O pai então, repartiu seus bens entre os dois, e o que havia pedido a herança, decide ir embora partindo para uma terra distante.

Lá, vive uma vida desregrada. Envolvido por tentações diversas, gasta toda a herança que recebera. Arrependido e abandonado pelos amigos, com fome, decide voltar à casa do pai que sem hesitar o acolhe com muito amor, fazendo uma grande festa.

O filho mais velho, voltando do campo, vê a festa e protesta com indignação. O pai, no entanto, insiste que ele venha participar da festa dizendo-lhe que o filho estava morto, revivera, que estava perdido, fora achado.”

Quando Jesus contou a parábola descrita acima, ele estava por entre as pessoas de má fama. Além desta, Jesus contou outras duas: a da moeda e a da ovelha; elas formam uma tríade: são as parábolas dos perdidos. Todas se encontram no capítulo 15 de Lucas. Cristo as contou para defender-se das palavras ferinas dos adversários. Para compreender a parábola do pródigo, é preciso saber que o pai representa o Altíssimo, que se manifesta em Jesus Cristo; o mais moço, pródigo, são as pessoas de má índole e o mais velho são os piedosos.

O título sugere que o personagem principal é o filho mais moço, esbanjador, mas é considerado enganoso. O personagem principal é o pai, ele faz conexão entre as duas narrativas: a do filho mais moço e do mais velho. Ele representa Deus, com isso outro título já foi sugerido para a parábola: “A parábola do pai amoroso”. O ápice da parábola acontece no encontro do pai com o filho mais velho: o pai tenta convencer o filho a entrar em casa e festejar o retorno do irmão mais moço, mas o filho critica a atitude do pai. A parábola apresenta uma mensagem implícita: ela é direcionada para todo aquele que possui o espírito do filho mais velho.

Tal parábola possui um toque da literatura moderna: ela não possui uma conclusão. Mas Cristo continua chamando a todos para o seu Reino. Um Reino que é semeado com as sementes do Evangelho. Deus concede o perdão aos homens, o Pai ama os seus filhos, Ele deseja que os pequeninos estejam perto para participarem do seu celestial plano. Reconhecer os pecados é receber as bênçãos que Deus tem para cada um de nós.

Autor: Estudante Artur Charczuk, 2o. ano teológico, Seminário Concórdia

Devoção – O amor de Lutero

O amor de Lutero

O ano é de 1517, 31 de outubro, na porta da Catedral de Wittenberg, Alemanha, Martinho Lutero, sacerdote católico e agostiniano, pregou as suas 95 teses. Lutero bradou veementemente contra o seguinte princípio católico: a liberdade da punição de Deus poderia ser comprada, com isso, Lutero cerceou a compra e venda de indulgências. Recusando as ordenanças do papa Leão X e do imperador Carlos V, o nobre monge é excomungado pela igreja católica em 1520. Tudo pelo amor a Deus e ao povo.

Lutero condenou as práticas da igreja católica, ele foi contra o abuso financeiro sobre as pessoas da sua época. Martinho enfrentou a corrupção de frente para restaurar o anúncio do Evangelho. Pelo povo, Martinho Lutero rompeu com um corrompido curso da história humana. Dando as pessoas o livre acesso à Bíblia e ensinando que o perdão é um dom gratuito de Deus. As perseguições do império e do Papa surgiram, nosso amado pregador é sequestrado por amigos e levado para o castelo de Wartburg para ser salvo. Durante esse tempo, ele traduziu o Novo Testamento. Novamente ele apresentou o testemunho do seu amor a Deus e ao povo.

O Amor acompanhou o coração de Martinho Lutero. Amor materializado em seus atos, no próximo, no desejo pela mudança. Ele viu que a história humana poderia ser reconstruída com alicerces do amor. Mas um amor provindo do alto, o amor perfeito, o amor de Deus revelado em Cristo. Lutero foi a extensão do amor do Senhor para os seus contemporâneos. Ele foi um fiel apóstolo com uma importante missão: espalhar as sementes do Evangelho por entre os povos. Mas o secularismo continua a rondar os corações dos homens, oferecendo facilidades corruptas ou mercadológicas. Mas o pulsar de Martinho Lutero continua ecoando em toda a parte. E é a nossa missão de continuar o que ele tanto almejou: amor a Deus e ao povo.

Autor: Estudante Artur Charczuk, 2o. ano teológico, Seminário Concórdia

Devoção – Lucas 20. 27-40; Êxodo 3. 1-15

Devoção – Lucas 20. 27-40; Êxodo 3. 1-15

Amado irmão, no Salvador Jesus.

Salvar, buscar e resgatar pessoas são tarefas que exigem preparo e determinação. Para a Guarda Costeira Americana, buscar náufragos em alto mar, é uma tarefa de rotina, mas de muita dedicação. Quando acontece um acidente aéreo, equipes de socorristas, médicos e voluntários, são acionadas, a fim de, buscar até os últimos sobreviventes. Dependendo da gravidade do acidente, não é possível resgatar pessoas com vida, por mais preparada que seja a equipe.

Os trabalhos de busca se encerram quando não há mais sobreviventes ou corpos para serem resgatados. Para uma equipe médica, os batimentos cardíacos de uma pessoa, indicam a presença da vida. Quando o coração para e outros órgãos falecem, a pessoa está morta.
Quando falamos de sobreviventes, a movimentação ao redor de uma pessoa é carregada de esperança. Estratégias para salvar a pessoa são elaboradas, seja por terra, ar ou pelo mar. O objetivo é salvar as pessoas que ainda estão com algum sinal de vida. Para lidar com mortos, outras estratégias são tomadas. Para onde serão encaminhados os corpos, reconhecimento, onde serão enterrados, são ações que temperam a dor e o sofrimento.

Os esforços dos homens para salvar uma pessoa só existem quando há vida. Nenhum homem luta para salvar uma pessoa que está morta. Médicos e socorristas não usam aparelhos e medicamentos em pessoas que já morreram, clinicamente falando.
Você pode, com toda tranquilidade, fazer a seguinte pergunta: “Onde ele quer chegar com isso?” Quero chegar na situação do ser humano diante de Deus. Imagine a situação do povo de Israel!

Quando lemos o texto do Antigo Testamento de hoje, o que veio à sua mente? Israel estava sofrendo na mão de um rei que não conhecia José e muito menos Deus, O Senhor. O povo de Israel era torturado e forçado a abandonar suas próprias crianças, para que não se multiplicassem no Egito. Muitos anos se passaram. Muitas correntes e chicotadas prenderam o povo de Israel no Egito. Quem mandaria uma equipe para buscar pessoas perdidas há quatrocentos e trinta anos? Quantidade de anos que Israel ficou no Egito. Seria mais prudente mandar Arqueólogos do que Salva-vidas. Israel estava morto. Aos olhos das outras nações, a nação cujo Deus é O Senhor, estava extinta. A esperança, a fé, o amor, a misericórdia, tudo isso, estava morto. O que estava vivo era, o medo, a raiva, a dor, o desprezo e lembrança das chicotadas dos egípcios. Israel estava morto, humanamente falando.

Longe do sofrimento do povo de Israel, Deus acionava uma equipe de Busca. Não era a Guarda Costeira Americana. Não eram médicos nem socorristas. Não eram homens arrojados e bem preparados. Mas, era apenas um homem. Um homem chamado Moisés. Conhecido do povo Egípcio, Moisés foi um frequentador do palácio do faraó. Mas Moisés tinha com ele algumas marcas. Não conseguia articular muito bem as suas palavras. Para a nossa época, ele já estava com a idade avançada e carregava consigo as marcas de um assassinato. Língua presa, velho e assassino. Bela equipe de busca Deus arrumou para salvar o povo de Israel. Um homem sem o menor preparo, atravessando do Sinai ao Egito. Em média trezentos e cinquenta quilômetros, separavam o frágil Moisés do esquecido e morto Israel.

Em outra cena, aparece Deus, em outro tempo conversando com algumas pessoas chamadas por Lucas de Saduceus. É a cena do Evangelho! Sem entrar nos detalhes dessa conversa, quero somente me firmar nas palavras de Jesus a este grupo de homens que não acreditavam na ressurreição. Melhor dizendo, quero me firmar nas palavras de Jesus a estes homens que não acreditavam do poder de Deus sobre a morte.

Jesus Diz: “Ora, Deus não é Deus de mortos, e sim de vivos; porque para ele todos vivem.”
Notem meus irmãos, não são as articulações humanas que têm poder sobre a morte, mas é o poder de Deus que está acima e além da morte. Na prática, a conversa de Jesus é um belo argumento para falarmos de ressurreição. Mas quero deixar o seu coração e sua alma confortados, sabendo que Deus tem poder de salvar até mesmo os mortos.

Deus, com seu poder, mandou um homem, apenas um homem para tirar o povo de Israel do cativeiro. O poder de Deus ressuscitou a esperança de um povo declarado morto. Deus conversou com Moisés e os seus pés foram sustentados, por Deus, para ir e voltar, trazendo consigo uma nação, o povo de Deus! Israel jamais sairia daquela sepultura com as próprias forças. Mas o poder e os atos de Deus foram capazes de tirar o povo daquele sofrimento.

Neste sentido, meus irmãos, alguns detalhes não podem escapar da nossa leitura. Deus sabia do sofrimento do povo. Deus conhecia e sentia a angústia daquela gente. Deus viu o povo. Deus agiu quando as forças humanas já haviam se esgotado. O estado em que Israel se encontrava era igual ao estado do ser humano morto, perdido e condenado. Deus agiu na história dos nossos antepassados. A ação de Deus, em buscar e salvar o povo, através de Moisés, é uma figura, uma imagem ou uma miniatura, do que Deus fez por todos os seres humanos em Jesus.

Israel voltando em paz e segurança para a terra prometida, por Deus, é definitivamente um retrato, um registro histórico do poder de Deus sobre a morte e da nossa ressurreição em Jesus Cristo. Do mesmo modo que Deus conduziu seu povo através dos passos de Moisés, Deus conduz e coloca o ser humano acima da morte, por meio da morte e ressurreição de Jesus.
Não nos concentramos na ressurreição ou na morte, mas no poder de Deus sobre a morte.

Não podemos nos consolar apenas com o ato da ressurreição de Cristo, pois até os guardas estavam dormindo, mas nos concentramos nos atos e eventos que sucederam a ressureição. Jesus apareceu, foi tocado, comeu, andou no meio das pessoas e muitos o viram subindo ao céu. Jesus vive, isto é um fato que Deus registra na história. O povo de Israel passou da morte para a vida. Por causa desses atos de Deus e da ressurreição de Jesus é que, nós havemos de ressuscitar.

Se Deus tomou sobre Si a tarefa de proteger os patriarcas dos infortúnios no decurso da vida deles, mas deixa de libertá-los do infortúnio máximo, que é a morte, que encerra a vida e a esperança, Deus é um Deus de pouco valor. Foi a falta de apreciar a ligação essencial entre a fidelidade de Deus à Sua aliança e a ressureição, que levou os saduceus ao seu erro gravíssimo, na conversa com Jesus. Os atos salvíficos de Deus, especialmente agora, revelados na pessoa de Cristo, são vislumbres da esperança de Um Deus superior, até mesmo diante da morte.

Os atos de Deus são a esperança personificada na nossa vida e, a certeza de uma existência bem-aventurada após a morte. É importante destacar que a esperança se baseia no poder de Deus sobre a morte, e não em algum conceito ou alguma coisa imortal que o homem possui. Há meramente a confiança de que nem se quer a morte pode destruir a realidade da comunhão com o Deus VIVO.

Deus se mantém em comunhão com os justos, mesmo além da morte, quando são estabelecidos relacionamentos duradouros, numa explosão de vida, sem a menor influência da morte. Por conseguinte, a ressurreição deve ser pensada a partir do amor misericordioso de Deus, que partilha vida abundante com a humanidade, e não a partir dos esquemas mesquinhos do pecado e da morte. A ressurreição é a dádiva da vida e vem de Deus. Assim, à luz da ressurreição, a vida é vista e vivida sob o poder da graça.

Quero dizer para você que: Apesar de todos os infortúnios que os crentes do passado viveram, nenhum deles foi abandonado por Deus. Todas as pessoas que morreram, partiram na certeza de que Deus tem o poder triunfante sobre a morte. Apesar da fragilidade, do sofrimento, da doença, da catástrofe ou da dor, Deus é superior a todas essas coisas. É verdade, que, hoje não temos um Moisés. Moisés foi além de tudo, uma figura do Salvador, o Cristo. Hoje temos a pessoa, a obra e o amor de Jesus. Este Jesus se revela na Palavra para alimentar corações e anunciar o perdão e graça de Deus.

Este Jesus, O Filho, se revela junto com O Pai e o Espírito Santo, no Batismo. Este Jesus, O Cordeiro de Deus, se revela na Ceia, Vivo, Presente, Agindo, Superior a todos os infortúnios de nossa vida e de nossos antepassados, para dizer para você que: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente.” (João 11: 25-26). Amém

Autor: Estudante/ Estagiário Gean Paulo Oliveira, 5o. Ano Teológico, Seminário Concórdia.

Devoção – Deus nos acolhe em sua bondade e misericórdia.

Deus nos acolhe em sua bondade e misericórdia.

Is 1.10-18

Queridos irmãos e irmãs em cristo, quantas vezes para sermos aceitos por um grupo ou por uma pessoa, seja no trabalho, estudo ou em qualquer área, nós fazemos de tudo para agradar essa pessoa ou grupo de pessoas, muitas vezes tomamos atitudes que até vão contra a nossa vontade só para agradar o outro, para que assim por sermos agradáveis a outra pessoa fica nos “devendo” algo e acaba aceitando-nos e fazendo ou nos dando o que desejamos, e isso ocorre em todos os aspectos de nossas vidas, seja em relações de amizade, amor ou trabalho.

O povo no texto lido de Isaías, também queria agradar a Deus, eles queriam agradar com seus atos, sacrifícios e comemoração de datas religiosas e festivas, eles achavam que Deus devia se agradar deles, pois eles faziam isso para que Deus atendesse seus desejos.
Eles faziam as cerimonias e os sacrifícios, e com isso Deus ficava sendo o devedor deles e deveria atendê-los. E essa compreensão de fazer algo para Deus para que ele faça algo por nós não está restrita somente a época de Isaías, isso percorre toda a história e até nos nossos dias encontramos essa mesma compreensão, de fazer algo para merecer, e que por esse ato ou sacrifício Deus fica devendo seu favor para quem o praticou.

Nós pensamos assim, pois é assim que agimos nos nossos relacionamentos com outros seres humanos e então chegamos a uma conclusão, por nossa razão, que com Deus também é assim, mas com isso não reconhecemos a nossa total e completa dependência de Deus, pois se podemos fazer algo, e se fazemos algo não somos assim tão dependentes, e o que recebemos é porque fizemos algo para receber, e isso ofende a bondade de Deus, pois a limita apenas a uma resposta a nossos atos, e a bondade e misericórdia de Deus ultrapassa e muito a nossa compreensão.

E é por essa razão que Deus por meio do profeta fala aquelas palavras duras para o seu povo, pois aquilo que eles estavam fazendo ofendia e causava nojo a Deus, Ele não dependia daqueles sacrifícios ou daquelas comemorações para ser bom e misericordioso para com o povo, e mesmo assim eles insistiam em agir daquele jeito.

E nós também hoje muitas vezes queremos agir com Deus do mesmo modo como o povo do texto de Isaías agia, nós queremos fazer algo para Deus para que assim com isso Deus fique nos devendo algo e tenha que nos atender.Sempre querendo buscar uma forma racional de entender o modo de Deus agir conosco.
Mas mesmo assim depois daquelas palavras duras Deus não descarta esse povo, mas muito pelo contrário, Ele aponta para sua misericórdia, mostra que a sua bondade é muito maior do que nós podemos querer compreender.

No texto ele diz que mesmo aqueles totalmente cobertos de pecados, ele os lava e os torna brancos como a neve, Deus por meio do profeta se apresenta como um Deus misericordioso para o povo de Jerusalém, naquela época de Isaías.

E também foi essa a grande descoberta de Lutero na reforma que foi lembrada a alguns dias atrás no dia 31, a descoberta de um Deus misericordioso, que não nos julga por nossos atos ou por merecimento, e é esse mesmo Deus que também tem que ser trazido para nós hoje, pois nossa natureza humana sempre vai querer buscar um relacionamento com Deus, tendo como referênciao nosso modo de agir em nossos relacionamentos humanos, que é de fazer algo para agradar e para merecer.

E essa bondade e misericórdia de Deus é mostrada em seu ápice não por um sacrifício que tenhamos feito para Deus, mas no sacrifício que Deus fez por nós, o sacrifício feito em nosso favor, Deus é tão bondoso e misericordioso, e também somos tão dependentes dele, que Ele mesmo fez o único sacrifício aceitável, o único válido, que foi a morte de Cristo na cruz esse é o sacrifício aceito por Deus, e é gratuito por pura graça bondade e misericórdia de Deus.
Mas podemos notar esse grande amor de Deus por nós, em tudo e em todos os momentos de nossas vidas, pois totalmente dependentes somos dele, tudo que nós temos em nosso dia-a-dia nos é dado por Deus, mesmo que não notemos isso Deus está ali nos atendendo em nossas necessidades, em todos os momentos, seja nas coisas mais simples, tudo vem de Deus para todos.

Com isso também Deus faz uma exortação através do profeta, para olharmos para os explorados, olharmos para os que necessitam de nós, e os aceitarmos do mesmo modo que Deus nos aceita em amor e misericórdia, sem a necessidade de haver uma troca, mesmo que nossa natureza humana resista a isso e sempre queira ter uma vantagem para si, olhemos para essa grande misericórdia e amor de Deus, e vamos incluir e aceitar essas pessoas do mesmo modo que Deus nos aceita, mesmo que eles não possam fazer nada para nós.
Por isso queridos amigos podemos olhar para nós mesmos, quando vamos aos cultos ou em nossas devoções,não é para prestar sacrifícios para sermos aceitos por Deus, e nem para que ele fique nos devendo algum favor.

Vamos no culto ou em nossas devoçõespara agradecer a esse Deus, que em sua enorme bondade e misericórdia, se apresentoupara nós, fazendo tudo em nosso lugar e nos aceitando sem fazermos nada em troca, só o que podemos fazer é agradecer, em todos os momentos, a esse Deus que nos aceita e nos acolhe sem troca e sem precisarmos fazer algo para agradá-lo.Amém

Autor: Estudante Luan de Oliveira Pinheiro, 4o. Ano do Teológico, Seminário Concórdia.